29 outubro 2015


Acho que é a primeira vez na vida que tomo uma atitude realmente "radical". um corte com o que é suposto. Um levantar de cabeça com os olhos postos no horizonte e sem olhar para trás. A tranquilidade com que o faço neutraliza-me os medos e a certeza que o meu coração me traz a cada dia faz-me sentir orgulho de mim. Em breve a minha vida vai mudar. Desta vez é que é!

23 outubro 2015

Talvez agora consiga voltar a escrever. Agora que vou poder respirar fundo e seguir em frente. Neste momento que a minha vida vai dar a volta por cima e recomeçar noutro trilho, muito mais calmo do que a estrada cheia de buracos em que caminhava há anos.

Espero voltar aqui mais vezes e escrever o que me vai cá dentro.

02 setembro 2015

As escolhas que fazemos determinam o nosso caminho. Por vezes basta uma pequena hesitação para irmos na direcção errada. Fui demasiado hesitante ao longo dos anos. E teimosa. Agora pago a factura.

Nunca é tarde.

27 agosto 2015

Regresso

Estou com vontade de regressar aqui. De voltar a escrever. Ajuda-me a organizar ideias e a desemperrar a escrita, completamente deixada de lado na minha vida actual. Logo eu que sempre achei que iria viver da escrita. Ironias do destino... a verdade é que escrever depende de nós. Seja no mundo virtual, seja num editor de texto, seja à mão num caderno. Para escrever basta querer. Nem sequer é preciso ter grande coisa a dizer como mostra, aliás, o presente texto. É suficiente alinhavar umas palavras e umas ideias e está feita a escrita. Se é de boa qualidade e interessa a alguém, isso já é outra conversa e dava pano para mangas. Tanta gente que para aí debita linhas infindáveis de interesse nulo e até vive disso! Voltando à vaca fria, ou seja, ao que aqui me traz é então essa necessidade de desenferrujar os dedos e voltar a botar palavra por aqui. Voltarei em ritmo de cruzeiro e sem pretensões algumas de periodicidade e regularidade.

Estou bem. A encontrar o meu caminho, finalmente, e a tomar decisões. A procurar ser feliz. Mesmo, mesmo feliz e não só feliz das 18h às 8h em dias de semana + fins-de-semana + feriados + 22 dias de férias. Feliz sempre. Estamos quase lá. Procurando o verdadeiro eu.


 
 

10 novembro 2014

Quadros de mérito


Contrariamente ao que pensava, continuam a existir, em muitas escolas, os quadros de mérito. Passado que foi a euforia do pós abril, voltámos aos mesmos (maus) hábitos. E como os considero inúteis, credo. Ao início até pensei que fosse por nunca ter tido e não se vislumbrar possível vir a ter nenhuma das minhas crias em tal pódio que tal coisa me fazia uma espécie de urticária. Passados uns tempos comecei a perceber que não era nada disso era apenas o facto de discordar, acima de tudo, com premiar resultados sem premiar o esforço para lá chegar. Com o correr dos anos e o saber de experiência feito, comecei a perceber também, que ser uma aluno de mérito hoje depende de muitos factores que vão para além da inteligência, muito para além disso. Aliás, sem querer desmerecer ninguém, antes pelo contrário. Estou convencida que os miúdos que vão efectivamente vingar no futuro não vão ser os que estão hoje nos quadros de "honra". Porque para ter sucesso na escola, hoje, é preciso que sejam miúdos com características que os afastam (e estando sempre a generalizar, como é evidente) da criatividade e espírito crítico que farão os gestores, empresários e decisores de amanhã.

Perda de tempo

Vejo-as correrem como formigas para os centros comerciais e afins numa busca, incessante e inútil, para preencherem vazios esvaziando as carteiras. São as coisas que querem, que não resistem, que precisam e, mais grave, aquelas pelas quais dizem dar uma parte do corpo.
Choca-me esta falta de bom senso, francamente. Nunca me perdi por bens materiais, nunca. Não percebo de onde pode vir tanta alegria por umas botas novas, uma carteira a estrear e montes de trapos das novas colecções que (a bem dizer) ou são todas iguais ou, quase sempre, rasam o mau gosto gritante.
Fico irritada mas passa-me depressa o sentimento para dar lugar à pena e à condescendência. Coitadas, não alcançam mais longe do que aquilo. Ainda não perceberam que o vazio que se instala é maior à medida que esvaziam as contas do banco e enchem as dividas dos cartões de crédito. A satisfação que sentem é apenas momentânea, nada fica a não ser aquilo que lhes ocupa os armários mas não a alma. Nunca até hoje as invejei por isso. Pelo contrário. Já a quem esbanja tempo livre...isso é outra conversa.

24 setembro 2014

Vida

Estou numa fase muito má em termos anímicos. Se há blogs em que só se lêem coisas bonitas e vidas maravilhosas, neste a tendência é exactamente o contrário, parece-me que só me apetece escrever aqui as coisas má. Mas tem sido extremamente complicado encontrar forças para me levantar todos os dias e vir trabalhar. Não encontro motivações neste trabalho, faço os mínimos e nada mais que isso. Tenho o trabalho em dia, mas não tenho nenhum rasgo de originalidade e de pro actividade para ir além do estritamente básico. Neste momento a única coisa que me apetece é ir para casa tornar-me uma "stay at home mum" e construir uma vida familiar mais calma, com tempo de qualidade com os miúdos, com tempo para dedicar à casa e também, porque não dizê-lo, a mim própria. Não consigo pensar sequer na possibilidade de ter que começar de novo noutra empresa, noutro trabalhão. Acho muito pouco provável sentir prazer a trabalhar seja onde for. São demasiados anos de frustração e insatisfação profissional, tantos que já nem me imagino a gostar de trabalhar. Imagino-me, isso sim, a trabalhar para mim a criar uma marca, uma loja, um conceito, várias coisas...nunca um trabalho 9-18h, nestes moldes de prisão domiciliária, com cartão de ponto para picar e muitas hierarquias complicadas para gerir.
Esta é realmente a história da minha vida e eu quero mudá-la. Quero mesmo.